Bem Estar

Medidas que ajudam na prevenção do câncer de pele

Data de Atualização: 29 de dezembro de 2014
Redação ConsultaClick | Bem Estar

No último sábado, 30 de novembro, foi o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele. Como a prevenção é peça fundamental para a redução de casos da doença, o ConsultaClick separou algumas dicas.

Sem dúvida, o primeiro passo é evitar exposição excessiva ao sol. Pessoas que trabalham ao ar livre devem usar chapéus, blusas de manga comprida, de tecidos leves, além do protetor solar. Na praia ou na cidade, é importante evitar o sol entre 10 e 16h e aplicar o protetor solar 30 minutos antes de sair de casa. Preste atenção também na data de validade do produto.

Como escolher o melhor fator de proteção?

sol4

Na hora de escolher o fator de proteção do seu protetor ou bloqueador é importante levar em consideração o tom da pele. Quem é branquinha deve dar preferência ao FPS 30 ou mais alto. Já as negras tendem a estar protegidas com o FPS 15.

“Como o brasileiro tem mistura de muitas raças, quanto maior o FPS mais seguro”, comentou a Dra. Eliandre Costa Palermo, diretora da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Realmente é sempre bom não arriscar. Agende uma consulta com um dermatologista e tire a dúvida. Clique aqui para marcar um horário.

Vale lembrar que independente do FPS escolhido, o produto dever ser reaplicado a cada 4 horas ou menos se houver suor excessivo ou contato com água.

Quais as diferenças entre protetor, bloqueador e filtro solar?

sol5

Segundo informações da SBCD, é verdade que há diferenças entre protetor (ou filtro) solar e bloqueador. Vamos especificar:

Bloqueador solar – Como o próprio nome diz, o produto bloqueia a absorção dos raios pela pele, ele é capaz de refletir todos os tipos luz. Os compostos de dióxido de titânio e o óxido de zinco são os responsáveis pelo bloqueio.

Eles são mais indicados para crianças, pessoas de pele clara e sensível, profissionais que trabalham expostos ao sol ou luz artificial, como de computador  de foco cirúrgico.

Protetor solar – Ele permite que alguns tipos de raios, como as luzes artificiais, emitidas por telas de televisão e computador, penetrem na camada superficial da pele, mas as detêm antes que atinjam células mais profundas e sejam capazes de causar danos ao organismo. Vale ressaltar que o protetor solar é seletivo e bloqueia a luz UVA e a UVB, por exemplo.

Quais os cuidados que devemos ter com crianças e bebês?

sol3

– Aplique bloqueador solar a cada duas ou quatro horas

– Proteja os pequenos com chapéus, lembre-se que eles devem cobrir orelhas, nariz e lábios.

– Não abra mão dos cuidados mesmo em dias nublados.

– Mesmo na sombra podemos ser atingidos por luz refletida pela água, vidro, areia ou concreto. Não se engane, filtro solar deve ser usado sempre que houver exposição ao ar livre, sobre tudo entre 10h e 16 horas.

Quais tipos de câncer de pele existem e quais os mais frequentes?

sol2

Câncer de pele pode ser dividido em dois grupos, o melanoma e não melanoma. Conheça cada um deles.

Melanoma – De acordo com Instituto Nacional de Câncer, o melanoma cutâneo tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e afetam sobre tudo adultos brancos.

Câncer de pele no geral é comum no Brasil, ele corresponda a 25% de todos os tumores malignos registrados no país, porém o melanoma é o tipo mais raro. Corresponde a apenas 4% da doença que atinge a pele. Embora raro, ele é o mais grave devido à sua alta possibilidade de se espalhar para outros órgãos.

As chances de cura são relativamente altas, se detectado nos estádios iniciais. Por isso é importante que manchas e pintas na pele sejam sempre examinadas por um dermatologista. O melanoma cutâneo pode atingir tanto homens quanto mulheres.

Não melanoma – É o câncer de pele mais comum no Brasil. Quando detectado no início, tem grandes chances de cura. Segundo o Inca, entre os cânceres de pele, o não melanoma é o de menor mortalidade.

Este tipo de tumor é mais comum entre pessoas acima dos 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros.

Dentro deste grupo, do não melanoma, podemos encontrar outros subtipos: carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos, e o carcinoma epidermoide, 25% dos casos. Felizmente, neste caso também o mais comum é o menos agressivo.

O tratamento também pode ser divido pelo tipo de câncer

sol

Não melanoma:

Carcinoma basocelular – De acordo com Inca, a cirurgia é o tratamento mais indicado, porém os de pequena extensão podem ser tratados com terapia fotodinâmica e mais raramente, com radioterapia.

Carcinoma epidermoide O tratamento mais usual é a cirurgia e radioterapia.

Melanoma:

A cirurgia é o tratamento mais indicado. Em alguns casos, dependendo do estágio do câncer, também há a necessidade de  radioterapia e  quimioterapia.