Saúde

Novo exame de sangue passa a ser obrigatório em transfusões

Data de Atualização: 26 de novembro de 2013
Redação ConsultaClick | Saúde

A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) vinha trabalhando na campanha “Transfusão, só com NAT”. A empreitada obteve sucesso e desde o último dia 12 de novembro as transfusões de sangue no Brasil só serão realizadas após um novo teste adicional, ainda mais rigoroso.

Os serviços públicos e privados passam a ser obrigados a realizar o NAT, como é conhecido o teste de Ácido Nucléico (do inglês “Nucleic Acid Testing”). O novo exame aumenta a segurança das transfusões de sangue, por ser capaz de detectar a presença do vírus do HIV, da hepatite C e B no organismo ainda que o doador tenha sido infectado há poucos dias.

Como era feito antes?

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Antes do dia 12 de novembro, apenas o teste Elisa (sigla em inglês para Enzyme Linked ImmunonoSorbent Assay) era exigido para que o sangue doado fosse liberado para doação. Mas o exame detecta no sangue apenas os anticorpos contra os vírus e não é capaz de apontar a presença do micro-organismo em si.

O Elisa é capaz de detectar o vírus HIV cerca de 22 dias depois do indivíduo ser infectado. Já para as hepatites (B e C) o prazo é de até 70 dias.

Como funciona o teste NAT?

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O novo exame obrigatório, diferente do Elisa, detecta não só a presença de anticorpos contra os vírus no sangue, mas também a presença deles. Ele ainda ajuda a reduzir o tempo em que os micro-organismos ficam indetectáveis no sangue. O NAT necessita de sete dias para detectar o vírus HIV e cerca de 11 para apontar hepatites.

De acordo com a ABHH, o governo desenvolveu um NAT nacional, produzido por pesquisadores do laboratório Bio-Manguinhos (Fiocruz). Estados Unidos, Europa e a maioria dos países da América Latina já tornaram obrigatória a realização do teste NAT.

Veja porque a ABHH pediu a implantação do NAT

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Segundo a Associação, o risco aproximado é de uma unidade contaminada com HIV a cada 250 mil transfusões. No Brasil, cerca de 3 milhões de transfusões são feitas ao ano e até quatro pacientes podem ser beneficiados por uma única bolsa. Logo, em torno de 15 a 20 brasileiros podem correr o risco de serem contaminados por ano pela falta do NAT.

 

Fonte: 

Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH)

http://www.abhh.org.br/noticia/transfusao-so-com-nat/?area=comunicacao